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TGAR11 supera Ifix após apresentar valorização de 5,3% em março

O Fundo de Investimento Imobiliário TG Ativo Real – TGAR11, gerido pela TG Core, encerrou o mês de março com uma valorização de 5,30%. Ao fim da sessão do dia 31, o preço das cotas do fundo era de R$ 116,84, ante o valor de R$ 110,95 apurado no primeiro pregão do mês.  

O desempenho positivo fez com que o TGAR11 superasse também o IFIX, indicador que mede a performance de uma carteira teórica formada por cotas de FIIs. No mês, o Ifix registrou uma alta de 1,42%. 

De acordo com o relatório gerencial de resultados publicado pela TG Core em fevereiro (acesse aqui), é possível visualizar o detalhamento dos gestores sobre as estratégias por trás do desempenho positivo do portfólio do TGAR11, que abrange ativos imobiliários em todo país. 

Foram adquiridas duas incorporações verticais localizadas em Goiânia (GO) neste período, sendo elas no setor Vila Rosa e Aeroviário, com um total de 408 unidades e um VGV (valor geral de vendas) de aproximadamente R$ 107 milhões.  

Portfólio

Hoje, o TG Ativo Real FII investe em 197 ativos, distribuídos em 108 municípios de 20 estados brasileiros. São cerca de 7,6 milhões de m² investidos em ativos imobiliários, sem contar a Cipasa Urbanismo. O fundo chegou ao valor de mercado de R$ 1.267.802.950 em fevereiro. 

Além disso, o TGAR11 distribuiu R$ 1,27 por cota no dia 8 de abril, o que, dada a cota de fechamento (R$ 116,84) em 31 de março, corresponde a um dividend yield (DY) mensal de 1,087%. 

No consolidado dos últimos 12 meses, foi distribuído o total de R$ 14,15 por cota, o que equivale a um dividend yield de 11,72% – e superava tanto o dividend yield do IFIX quanto o retorno das NTN-B, títulos públicos indexados à inflação, até o mês de fevereiro. 

 
Raio-X do patrimônio 

Com aposta na diversificação em produtos imobiliários investidos, o patrimônio líquido investido do Fundo de Investimento Imobiliário TG Ativo Real  estava dividido da seguinte forma, de acordo com informações do relatório gerencial de fevereiro de 2022: 

  • 44,80% em equities de loteamento; 
  • 12,46% em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs); 
  • 12,07% em equities incorporações; 
  • 6,35% em ativos da bolsa de valores; 
  • 5,54% em equities multipropriedade; 
  • 5,44% em recebíveis;  
  • 3,36% em shoppings centers; 
  • 3,07% em caixa; 
  • 2,83% – Nova Colorado; 
  • 2,38% em landbank; 
  • 2,16% em Cipasa Urbanismo; 
  • 0,29% em imóveis comerciais. 

Cenário atual 

Os fundos de investimento imobiliários ainda lidam com o impacto das elevações na taxa básica de juros Selic e com migração de capital para a renda fixa e, em menor medida, para as blue chips, mas se recuperaram em março. O Banco Central sinalizou que o ciclo de elevações dos juros pode se encerrar em breve, na próxima reunião, quando a taxa pode ser acrescida de 1,0 p.p. e alcançar o patamar de 12,75% a.a. 

Na sua reunião de março, o Copom decidiu aumentar a taxa Selic para 11,75% na tentativa de reverter a inflação, crescente desde meados de 2021. A meta central de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, para 2022, foi de 3,50%, com tolerância de 1,50%. Mas as projeções do Focus são de inflação de 6,86% para o ano.  

Notícias relevantes em âmbito nacional e internacional tornam a análise dos fundamentos ainda mais importante. Por exemplo, a situação foi agravada pela invasão da Rússia à Ucrânia no final de fevereiro, o que levou o preço do barril Brent para o maior patamar em quase 10 anos. O setor energético, por ser crucial em qualquer cadeia produtiva, tem impacto generalizado na inflação. 

Mais sobre o fundo 

O Fundo de Investimento Imobiliário TG Ativo Real, investe em empreendimentos localizados em municípios com sólidos ciclos de crescimento econômico ligados ou a movimentos de expansão e adensamento de regiões metropolitanas ou a fatores regionais específicos.  

Diante dos números expressivos, a TG Core, gestora do TGAR11, segue comprometida com o fluxo remanescente de aportes no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários que já compõem a carteira do Fundo. 

Prezando pelo comprometimento com a celeridade da alocação dos recursos do caixa do fundo em ativos imobiliários, a gestora analisa possíveis novos ativos em todo o território nacional. 

Sobre o processo de alocação em ativos imobiliários, a TG Core ressaltou em informe anual divulgado ao fim de março, que há condicionamento a um extenso processo de análise de viabilidade econômico e financeira, seguido de minuciosa diligência jurídica de todas as partes envolvidas nas operações, processo este que pode ser um tanto delongado, e visa mitigar possíveis riscos. 

Antes de tomar uma decisão de investimento, os potenciais investidores devem conhecer seus objetivos de investimento, seu perfil de risco, avaliar cuidadosamente todas as informações disponíveis nos documentos oficiais do fundo, principalmente no prospecto e no regulamento, inclusive aquelas relativas à Política de Investimento, composição da Carteira do Fundo e aos fatores de risco aos quais o Fundo e os investidores estão sujeitos. Assim conseguirá definir quais os tipos de investimentos mais adequados ao seu perfil de investidor.  

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