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Mercado imobiliário de Goiás segue aquecido no primeiro semestre de 2021

Número de lançamentos saltou 50% no primeiro semestre de 2021; vendas também cresceram 35% no mesmo período, com mais de quatro mil unidades na conta

O ano de 2020 já foi bom para o mercado imobiliário de Goiás — as vendas cresceram 21,4%, com 8.238 imóveis comercializados, segundo uma pesquisa da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO) —, mas este ano promete resultados ainda melhores para o setor.

De acordo com outro levantamento da Ademi-GO, também realizado pela Brain Inteligência Estratégica, no primeiro semestre de 2021, a quantidade de novas unidades lançadas saltou mais de 50% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já são 3.501 propriedades e, se o ritmo continuar, espera-se que o volume de lançamentos ultrapasse em 30% o recorde registrado em 2020. Houve alta também de 175% no Volume Geral de Vendas (VGV), na mesma base de comparação. O indicador quase triplicou, passando de R$ 785 milhões para R$ 2,1 bilhões no período.

Vendas ultrapassam lançamentos

Além disso, mesmo com o grande número de novas unidades, a quantidade de empreendimentos comercializados ainda superou a de lançamentos. As vendas avançaram 35% nos primeiros seis meses do ano, com 4.076 unidades na conta e 79% de alta no VGV.

“Olhando para os últimos 12 meses, também se nota que, mesmo com o grande número de lançamentos, as vendas continuam superando o volume lançado: lançamento de 9.050 novos imóveis e vendidas 9.513 unidades”, destacou o presidente da Ademi-GO, Fernando Coe Razuk, em entrevista ao portal da Associação.

Com a expectativa de crescimento mantida para o segundo semestre, o aumento consolidado em 2021 deve marcar o quinto ano consecutivo de crescimento das vendas no estado de Goiás, cuja capital Goiânia é, segundo um relatório do HSBC, a cidade com a expectativa de crescimento mais rápida do Brasil.

Entre os preferidos dos compradores estão os apartamentos de dois dormitórios, com 1.154 unidades lançadas e 1.099 vendidas. O segundo lugar no pódio também é ocupado por imóveis verticais, sendo eles de três quartos: foram 1.064 lançamentos e 899 unidades comercializadas. 

Alta dos juros não esfria financiamentos

Uma das explicações para o cenário aquecido é a disparada de quase 124% no volume de crédito e financiamento imobiliário entre janeiro e junho. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o montante saltou de R$ 43,3 bilhões para R$ 97 bilhões, nos primeiros meses de 2020.

Mesmo com a trajetória de alta da taxa Selic, que chegou a 5,25% após a última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), em agosto, a taxa básica de juros ainda está longe dos dois dígitos enfrentados pelos brasileiros até 2017.

Agronegócio impulsiona crescimento da região

Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro luta para manter as expectativas de crescimento em dia, uma análise publicada pelo Estadão indica que a diferença do PIB total de Goiás entre 2021 e 2019, impulsionada pelo agronegócio, deverá ser de 0,5%.

Mesmo durante os meses mais duros da pandemia de COVID-19, o setor garantiu recordes em produção e exportação na safra 2020/2021. Conforme explicou o superintendente de Engenharia Agrícola e Desenvolvimento Social da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), José Ricardo Caixeta Ramos, em entrevista à RBC FM, o bom desempenho do segmento afeta a economia como um todo.

Conforme a produção do agronegócio cresce — com destaque para os grãos e proteína animal —, avança também a oferta de empregos. Mais trabalhadores com recursos disponíveis, por sua vez, puxam a alta na prestação dos serviços, no comércio, e podem aquecer também o mercado imobiliário.

Investimento em infraestrutura também está em alta

Outro ponto que ajuda na especulação e valorização dos imóveis são as obras de infraestrutura, que também seguem a todo vapor no estado. Um estudo da empresa de big data e inteligência artificial Neoway aponta que estão previstos R$ 18,1 bilhões em investimentos, entre 2021 e 2026, para obras estruturais em Goiás.

Entre os setores que mais devem receber dinheiro estão a energia (52,1%), com destaque para obras de geração, transporte (29,8%), indústria (17,3%) e saneamento (0,8%).

Somente no programa Goiás em Movimento: Eixo Pontes, um aporte federal de R$ 21,8 milhões será destinado para a construção de 180 novas estruturas do tipo em todo o estado, até 2022, de acordo com a necessidade de cada local.

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