Leitura: 3 min

Mercado imobiliário cresce 35,3% em 9 meses, aponta Abrainc

Mercado imobiliário cresce segundo associação, setor está com perspectivas otimistas para 2022

Mesmo com o aumento da Taxa Selic ao longo do ano, o mercado imobiliário não perdeu fôlego. Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o setor teve crescimento de 35,3% em unidades produzidas entre janeiro e setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2020. Já em vendas, o crescimento registrado foi de 10,9% no mesmo período. Ao todo, foram comercializadas 108.909 unidades.

“O setor teve um bom desempenho ao longo do ano, surpreendendo muitos empreendedores. Em nove meses, as vendas superaram os lançamentos em 14%, o que mostra que o mercado imobiliário – um dos setores protagonistas no processo de recuperação econômica brasileira – se mantém aquecido. No geral, os empreendedores estão otimistas com as perspectivas para 2022”, afirmou Luiz França, presidente da Abrainc, em comunicado oficial.

O mercado de loteamentos, principal fonte de receita do TG Ativo Real (TGAR11) — fundo de investimento imobiliário gerido pela TG Core — também segue em alta nos números acumulados entre janeiro e setembro. Segundo pesquisa realizada pela consultoria Brain a pedido da Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo), o crescimento em vendas foi de 14% no período, alcançando R$ 9,67 bilhões. O número de lançamentos também cresceu 14%, representando 43,28 mil unidades com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 5,47 bilhões.

TGAR11 e o cenário econômico esperado

O release de resultados do TG Ativo Real (TGAR11) mostrou que a estratégia de alocação do FII focada no investimento em regiões fortes no agronegócio, como cinturão

da soja, no Mato Grosso, e ao MATOPIBA, região que engloba partes dos estados do

Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, tornam o FII resiliente à conjuntura desafiadora da economia atual.

Segundo números mais recentes, de setembro deste ano, o aporte em equities de loteamentos responde por 48,98% do patrimônio do TGAR11, representando um VGV relativo à participação do fundo de R$ 5,57 bilhões . Só no terceiro trimestre, nove projetos passaram a fazer parte da carteira do fundo: dois loteamentos em estágio de landbank, uma multipropriedade já lançada, um ativo de carteira de recebíveis já lançado e cinco incorporações, sendo três na etapa de landbank.

Confira o desempenho do mercado imobiliário nos cinco principais estados que compõem a carteira de equity do TGAR11 (% da carteira de equity por unidade federativa):

Goiás – 38,91%

Segundo a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), as empresas localizadas em Goiânia e Aparecida venderam 7.775 unidades entre janeiro e setembro deste ano, o que representa um crescimento de 50% em relação a 2020.

O ritmo de lançamentos também cresceu: novas 7.760 unidades habitacionais chegaram ao mercado ao longo de 2021, um avanço de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.

Maranhão – 15,62%

Imóveis residenciais estão com alta procura no Maranhão. Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da região, entre 2020 e 2021, por conta da Pandemia, muita gente trocou apartamento por casas, aquecendo tanto o mercado de locação quanto de vendas. Projeção do CRECI, divulgada em reportagem para afiliada da Rede Globo, aponta que o setor pode crescer até 40%

Pará – 13,49%

O 14º Censo Imobiliário de Belém e Ananindeua trouxe um cenário de desaceleração para o terceiro trimestre de 2021. Segundo números divulgados pela consultoria Brain, a pedido do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA), o setor desacelerou 14,7% nas vendas em relação ao trimestre anterior, porém,quando comparado a 2020, o retrocesso foi de 25,9%.

Entre as causas para o desempenho estão, segundo a entidade, burocracia, dificuldade com a legislação, contexto sociopolítico e inflação excessiva dos materiais de construção.

São Paulo – 8,39%

Devido às mudanças do cotidiano trazidas pela COVID-19, como o fato de muitas empresas passarem a adotar permanentemente o home office, o estado de São Paulo tem visto aumentar a procura por imóveis no interior e litoral. Segundo a empresa de inteligência de mercado DataZap+ (vinculada à plataforma de venda e locação Zap Imóveis), cidades como Santos, Praia Grande, Guarujá, São Vicente, no litoral; e Campinas, Jundiaí, São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto e Piracicaba, no interior, correspondem a 40% das buscas para compra de casas.

Porém, a cidade de São Paulo ainda segue como região mais forte para o setor. No acumulado de 12 meses entre outubro de 2020 e setembro de 2021, a capital paulista comercializou 65.690 unidades, o que representa um aumento de 32,1% em relação ao mesmo período entre 2019 e 2020.

Mato Grosso – 8,04%

Segundo publicação do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT), o mercado imobiliário de Cuiabá, mais relevante do Mato Grosso, alcançou R$ 1,2 bilhão transacionados no último trimestre, um recorde para a região desde que os dados começaram a ser compilados, em 2015.

No período, o crescimento registrado pela entidade em valor total financiado também foi recorde: alta de 18,91%, chegando a R$ 229 milhões.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima