Leitura: 4 min

Por que Fundos Imobiliários são considerados investimentos de renda variável?

Os jargões e termos técnicos do mercado financeiro muitas vezes podem intimidar quem não tem experiência. Para quem está começando, a diferença entre renda variável e renda fixa, por exemplo, nem sempre fica muito clara. Mas essas duas classes de ativos têm comportamentos próprios em relação à rentabilidade e riscos.

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), por exemplo, fazem parte da renda variável, assim como as ações, BDRs, ETFs e contratos futuros de ouro e commodities. Parece complicado? Fique tranquilo que explicaremos em detalhes adiante. Confira!


investimentos de renda variável

A tal da volatilidade

O conceito de volatilidade é essencial para entender como funciona o comportamento dos ativos de renda variável. Embora a palavra pareça complicada, na verdade o conceito é simples: é a intensidade e a frequência com que um ativo ganha ou perde valor ao longo do tempo.

O que isso significa? Vamos pegar o exemplo de uma empresa fictícia que atua no ramo de construção e está listada na B3, a bolsa de valores brasileira. Na abertura do pregão (horário de funcionamento da bolsa para negociação), os papéis dessa empresa começam valendo R$ 20 por ação. Digamos que, naquele dia, o governo decide criar um imposto que afeta diretamente o setor de construção civil, impactando as obras dessa empresa e criando um “temor” no mercado, no sentido de que possa haver uma crise setorial. Os investidores, então, começam a vender suas ações da empresa, fazendo seu valor cair para R$ 14 no meio do dia. 

Porém, o CEO dessa empresa resolve fazer um pronunciamento indicando que o novo imposto não atrapalhará os planos e negócios. Pelo contrário: os lucros serão ainda maiores do que se esperava no final do trimestre. Essa fala “tranquiliza” o mercado, que volta a comprar ações da empresa, fazendo seu valor subir para R$ 22 no fechamento.

No exemplo acima, que não é tão comum de acontecer, as ações dessa empresa tiveram, no mesmo dia, desvalorização de 30% para depois se valorizarem 10% sobre o seu valor na abertura. Ou seja: caso você tivesse R$ 1.000,00 investidos em ações dessa empresa, ao longo do dia o seu patrimônio teria caído temporariamente para R$ 700,00 para depois fechar o dia com R$ 1.100,00.

Essa variação, para cima e para baixo, é a tal da volatilidade, o que torna essa classe de ativos “variável”, como diz o nome.

Qual é a diferença entre renda fixa e variável?

Por outro lado, a renda fixa, como sugere o termo, é mais “estável” e, em alguns casos, previsível. Fazem parte dessa classe de ativos os títulos públicos (Tesouro Direto), títulos privados (CDBs e Letras de crédito) e títulos de crédito privado, como as debêntures. Pegando como exemplo os títulos do programa Tesouro Direto, caso você resolvesse investir os mesmos R$ 1.000,00 do exemplo acima no Tesouro Prefixado, com vencimento para julho de 2024, segundo o simulador do programa, quando a data chegasse você receberia exatamente R$ 1.278,93, já descontando imposto de renda e taxas. Essa previsibilidade é possível porque, como o próprio nome diz, esse título tem a sua rentabilidade prefixada, isto é, no momento da compra você já sabe quanto o seu dinheiro vai render. Nesse caso, a rentabilidade do Tesouro Prefixado 2024, em 16 de novembro, estava em 11,91% ao ano. De acordo com a conjuntura econômica (como variação de inflação ou mudanças na taxa de juros – Selic), os títulos podem passar a render mais ou menos. Porém, para quem já comprou, ela não se altera. Ou seja: é fixa!

Mesmo nos títulos pós-fixados é possível ter certa previsibilidade. O título Tesouro Selic, por exemplo, rentabiliza seguindo a taxa de juros — que atualmente está fixada em 7,75% ao ano —, mais uma pequena variação prefixada. Desta forma, caso o Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM – autoridade monetária responsável por definir a taxa de juros) resolva subir a Selic, é bom para o investidor, pois receberá mais. Por outro lado, caso o órgão resolva baixar os juros, a rentabilidade do título será menor. Porém, diferentemente da renda variável, não há como sair com prejuízo caso o dinheiro seja mantido na aplicação até o vencimento.

Por que os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são considerados de renda variável?

Os fundos de investimento, tanto os imobiliários quanto os que investem em outras modalidades, tem as suas cotas negociadas na bolsa de valores. Esses “pedacinhos”, que representam o patrimônio do fundo, também sofrem volatilidade de acordo com a conjuntura de mercado e da economia. Além disso, é comum que FIIs invistam em ativos de renda variável, como ações de empresas do setor imobiliário, estando sujeitos (mesmo que pouco) à variação do valor dessas ações.

Dentro da estratégia do Fundo de Investimento TG Ativo Real – TGAR11, fundo de investimento imobiliário gerido pela TG Core – gestora de investimentos da landtech Trinus Co, por exemplo, parte do seu PL (patrimônio líquido) é aplicado em papéis de empresas consolidadas do setor, como a Alphaville S.A. (AVLL3), além de cotas de outros fundos. O objetivo é ter a possibilidade de maior rentabilidade, mas sem uma grande exposição a risco. Para entender a estratégia de investimento do TGAR11, confira este texto sobre os resultados trimestrais do fundo!

Vale a pena investir em renda variável?

Toda carteira de investimentos pode conter ativos de renda variável. Porém, a porcentagem do patrimônio que será aplicado em cada tipo de investimento deve seguir o seu perfil de investidor. Ele se divide em três: conservador, moderado e agressivo, e leva em consideração idade, objetivos, experiência no mercado e situação financeira atual. O objetivo é guiar o quanto de risco o investidor deveria expor o seu dinheiro. Para saber mais sobre a importância de conhecer o seu perfil de investidor, acesse este texto do nosso blog

Quer investir em FIIs? Então venha conhecer os fundos da TG Core, gestora de fundos da Trinus Co!


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima