Leitura: 3 min

O que é o IFIX?

Quem já investe pela plataforma da B3, a bolsa de valores brasileira, ou ainda, tem investimentos no exterior, já tem o costume de acompanhar índices. Porém, para quem ainda não tem experiência esse conceito pode parecer um pouco complicado.


O que é IFIX

O objetivo dos índices é parametrizar o desempenho de uma determinada classe de investimentos. O Ibovespa, por exemplo, serve como referência de performance para o mercado de ações brasileiro, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones Industrial Average (DJIA) dão aos investidores um norte sobre a movimentação das bolsas dos Estados Unidos (EUA). Da mesma forma, os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) também têm seu índice referência, chamado de IFIX, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários.

Mas sabe como esses índices e, especialmente, o IFIX funcionam? Então confira!

Maior volume e liquidez

Para conseguir mensurar com maior fidelidade o desempenho de um setor, os índices são baseados em “carteiras teóricas”. Como funciona? É como se um investidor montasse um portfólio de investimentos composto pelos ativos de maior expressividade daquela classe de investimentos, isto é, aqueles que têm maior volume de negociação diário e, consequentemente, maior liquidez.

No caso do IFIX, que foi desenvolvido em 2012, há ainda mais algumas regras para que um fundo de investimento imobiliário possa fazer parte do índice:

● Além de ser um dos mais negociados, o FII deve também estar entre os de maior valor de mercado;

● Ter sido negociado em ao menos 60 pregões no ano;

● Suas cotas não podem ter valor médio ponderado de menos de R$ 1,00 (um real);

● Não ter sido resgatado pelo fundo emissor durante o período de vigência da carteira teórica;
● Nenhum fundo, por mais relevante que seja, pode representar mais do que 20% da carteira do IFIX.

O portfólio, que pode ser consultado neste link do site da B3, tem a sua composição alterada três vezes ao ano com o intuito de refletir de forma atualizada os resultados do mercado.

Subiu ou desceu?

Assim como o Ibovespa, é comum ouvirmos dizer que o “IFIX está em queda” ou “em alta”. Isso significa que, ao longo desse período, a carteira ganhou ou perdeu valor. Ou seja: caso você compre cotas na mesma quantidade e proporção do IFIX, em um dia de “alta” você poderia ter lucrado, enquanto em um dia de “queda” você poderia ter perdido dinheiro.

Desde o começo do ano, por exemplo, o IFIX tem seguido em ritmo de queda. Até o dia 22 de novembro, o índice já acumulou mais de 9% de queda.

Confira no gráfico abaixo, gerado pelo Google:

Isso significa que não vale mais a pena investir em FIIs? Não exatamente. Isso porque não é possível encarar o IFIX (ou qualquer índice) como uma verdade absoluta. Pode ser que o fundo do qual você é cotista esteja com bom desempenho, por diversos fatores, mesmo que o índice sugira que o mercado daquele setor esteja “apontando para baixo”.

Posso investir no IFIX?

Assim como em outros índices, não é possível investir diretamente no IFIX. Porém, existem os chamados “fundos de índices”, que investem o seu patrimônio nos ativos que compõem essas carteiras teóricas. Para o IFIX, especificamente, por ora há apenas um, lançado em novembro de 2020: o Trend ETF IFIX (XFIX11).

TGAR11 está no IFIX!

O TG Ativo Real FII (TGAR11), fundo de investimento imobiliário gerido pela TG Core Asset, também faz parte do IFIX. Atualmente, esse FII compõe pouco mais de 1% da carteira teórica desse índice.

Procura um fundo de investimento imobiliário que investe nas regiões de notável crescimento econômico do Brasil? Então venha conhecer os fundos da TG Core, gestora de fundos da Trinus Co!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima