Leitura: 3 min

Corretora de valores x gestora de investimentos: quais as diferenças?

Uma vez que o investidor compreende que não precisa do seu banco para realizar aplicações financeiras, outras possibilidades surgem em seu horizonte. Da mesma maneira, mais questionamentos tomam seus pensamentos, como escolher entre uma corretora de valores ou gestora de investimentos.

Qual delas está disponível para seu perfil e necessidades de investidor? Uma é mais confiável do que outra? Existem requisitos para começar a investir em cada uma delas?

São muitas dúvidas, e, para ajudar a solucioná-las, montamos um post em forma de comparativo para deixar tais diferenças bem claras. Confira.

O que é uma corretora de valores?

A corretora de valores é uma instituição financeira devidamente habilitada pelo Banco Central e fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que tem como objetivo realizar investimentos para sua carteira de clientes.

Portanto, são intermediárias entre os investidores e a Bolsa de Valores para a compra e venda de títulos de crédito privado, como CDBs, LCIs, ações, debêntures, cotas de fundos, entre outras. Também podem oferecer títulos públicos federais, como o Tesouro Direto.

Quando um investidor abre uma conta na corretora para fazer suas aplicações, realiza uma avaliação de seu perfil e é assessorado por um consultor.

Porém, é ele o responsável pelo cadastro das operações no sistema, o homebroker. Dessa forma, além do trabalho de aplicar e acompanhar a performance, o investidor tem a flexibilidade para acatar ou não a sugestão de investimento.

O que é uma gestora de investimentos?

As gestoras de investimentos também têm o mesmo rigor para atuar no mercado financeiro, com autorizações e fiscalizações dos órgãos governamentais responsáveis. Porém, seus processos são mais automatizados e práticos, do ponto de vista do investidor.

Nesse caso, é feito um mapeamento do perfil do investidor, analisando sua opinião sobre a exposição aos riscos, por exemplo, e o foco nos objetivos e prazos passíveis para a aplicação. Com esses dados, a gestora recebe o aporte do investidor e promove a aplicação, considerando a diversificação ideal para o perfil e os objetivos do cliente.

Elas são mais digitais, por isso, seus processos contam com soluções e tecnologias inovadoras, que potencializam suas análises de perfil do investidor, e, claro, do comportamento do mercado.

Quais são suas principais diferenças?

Entendendo o mote de cada uma delas, podemos comparar algumas características que são determinantes para o investidor. Veja quais são elas.

Tipos de investimentos e diversificação

Tanto a gestora de investimentos quanto a corretora de valores pode ter acesso à totalidade dos investimentos disponíveis no mercado. A diferença estará na forma como elas são utilizadas na estratégia.

Na corretora, o assessor de investimentos trará as opções compatíveis com o perfil do investidor, que estejam com uma boa performance no momento ou configurem uma oportunidade, considerando também seus objetivos.

No caso da gestora de investimentos, esse cardápio de tipos de investimentos será utilizado para buscar os objetivos dos seus clientes.

Remuneração e custos totais

A remuneração mais tradicional das corretoras está na taxa de custódia e de corretagem, além de possíveis cobranças avulsas pelas assessorias e relatórios estratégicos. Por outro lado, as gestoras de investimentos costumam cobrar uma taxa anual para seus serviços.

Modelos de negócio

O modelo de negócios das corretoras costuma ser mais personalizado, com foco no relacionamento com o investidor. Porém, para que sejam mais atrativas, costumam fazer pacotes de benefícios de acordo com o volume de aplicações, influenciando, inclusive, as taxas e retornos.

No caso das gestoras de investimentos, a ideia é descomplicar e tornar o processo mais ágil. Assim, se o relacionamento não é tão frequente, o foco é direcionado para a busca dos objetivos traçados. Isso também torna seu modelo de negócio mais enxuto.

Ao analisar as diferenças e o modelo de negócio de uma corretora de valores e gestora de investimentos, os benefícios e diferenciais da segunda se destacam. Mas, acima de tudo, é preciso considerar aquela que traz mais compatibilidade com o seu perfil de investidor, não é mesmo?

Aliás, você já preencheu o formulário para identificação do seu perfil investidor e escolheu suas aplicações a partir dele? Deixe nos comentários sua opinião sobre a eficácia dessa avaliação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentários
    Rolar para cima