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Multipropriedade cresce 137% nos últimos quatro anos e movimenta mais de R$ 28 bilhões em 2021

O segmento imobiliário oferece inúmeras possibilidades para os investidores no Brasil. Uma dessas modalidades, e que cresce gradativamente, é a chamada multipropriedade imobiliária. Criada em 1970 nos Estados Unidos, e em ascensão por aqui, especialmente depois de sua regulamentação em 2018, consiste na aquisição de um imóvel de maneira coletiva, por intermédio de um sistema de cotas.

Os inúmeros benefícios para investidores e usuários desta mobilidade têm atraído cada vez mais adeptos, como indica o último relatório publicado em setembro deste ano pela Caio Calfat Real State Consulting: a multipropriedade chegou a 128 empreendimentos em 2021, número que indica um crescimento de 17% em relação ao ano anterior. Considerando os últimos quatro anos, o total de empreendimentos teve alta de 137%.

Em 2021, o chamado Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu o patamar recorde de R$ 28,3 bilhões, ante R$ 24,1 bilhões em 2020, crescimento de 17%.

O que é a multipropriedade?

Em resumo, significa adquirir uma parte de um imóvel e não o todo, como no método convencional. A multipropriedade funciona como em um sistema de cotas, no qual investidores se reúnem e adquirem frações de um bem, formalizando um financiamento coletivo. O tempo de utilização daquele imóvel, assim como as despesas oriundas dele, são igualmente divididos proporcionalmente à cota adquirida.

Vamos considerar como exemplo um imóvel no valor de R$ 800 mil. Por meio da multipropriedade, se quatro indivíduos coordenarem a aquisição por intermédio da modalidade, cada um deles investirá R$ 200 mil. Legalmente, todos se tornarão proprietários de ¼ do imóvel na escritura e os custos de manutenção e tempo de uso estarão igualmente fracionados em 25% para cada um dos proprietários.

As vantagens da multipropriedade

Aos que optam pela multipropriedade como redução de custos, as vantagens são bastante claras: usufruir de um imóvel de temporada, praia ou campo, sem arcar com a totalidade dos gastos de aquisição, ou com os inconvenientes e intempéries que o aluguel pode ocasionar. Outra vantagem a ser considerada é a possibilidade da divisão dos gastos fixos e variáveis que um imóvel demanda, além dos impostos.

Há também os que veem na modalidade oportunidades de rentabilidade como uma estratégia de diversificação na carteira de investimentos. E com razão. A legislação que homologa a multipropriedade prevê a possibilidade de que o proprietário alugue o bem pelo tempo equivalente ao que teria direito de usufruir do mesmo. Naturalmente, há os que combinam ambos os privilégios: utilizar e rentabilizar.

É comum neste nicho também o intercâmbio de estadia entre proprietários de imóveis de multipropriedade, neste caso, com intermediação de agências e agentes que atuam no setor turístico e imobiliário.

Vale a pena investir em multipropriedade?

Se, por um lado, investir em multipropriedade oferece menor liquidez (afinal, conseguir vender um imóvel — mesmo que seja uma fração —, não é do dia para a noite); por outro, com pesquisa e conhecimento, é possível identificar opções com forte tendência de valorização. Além disso, também é viável a aquisição de cotas em um número maior de propriedades, gerando assim a diversificação e a remuneração por intermédio de valorização e aluguéis. Para este caso, com foco no médio para o longo prazo.

Além de investidores, pessoas físicas, construtoras e incorporadoras do setor também veem com bons olhos a multipropriedade. Em tempos em que o compartilhamento é tendência, há uma certeza: a multipropriedade veio para ficar.

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