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O que mudou na Reforma da Previdência? Confira!

Após anos de indefinições e muitos debates, o projeto de Reforma da Previdência foi aprovado. O novo modelo previdenciário já está em vigor desde novembro de 2019, o que exige atenção tanto de quem está fazendo as contas para a aposentadoria quanto para quem investe no mercado financeiro.

E você, já sabe quais foram as principais alterações? Confira, neste post, o que mudou na Reforma da Previdência e como isso impacta o seu planejamento.

Idade mínima e tempo de contribuição

Nas regras anteriores, a idade mínima e o tempo de contribuição previdenciária eram dois fatores que caminhavam juntos em busca da aposentadoria. Trabalhadores urbanos podiam solicitar o benefício a partir dos 15 anos de contribuição, mas era preciso atingir a idade mínima de 65 anos para homens e 60 para mulheres.

Também era possível se aposentar com base apenas no tempo de contribuição ao INSS. Para isso, era preciso que homens contribuíssem por 35 anos e mulheres por 30.

Com a reforma, as exigências de idade mínima e tempo de contribuição foram redefinidas. Para trabalhadores urbanos, a idade foi afixada em 65 para homens e 62 para mulheres. Porém, vale apenas após 20 e 15 anos de contribuição, respectivamente, para quem trabalha na iniciativa privada, e 25 para ambos os sexos no serviço público federal.

Há, ainda, regras específicas para trabalhadores rurais, professores e profissionais da segurança pública.

Cálculo do benefício

Antes da reforma, quem se aposentava tinha seu benefício calculado sobre as maiores remunerações que recebeu ao longo da vida profissional. Agora, esse cálculo deverá considerar todos os salários registrados, sem excluir os valores menores.

Quando atingir a idade mínima, o trabalhador passa a ter direito à aposentadoria recebendo 60% do valor médio calculado. A partir de então, para cada ano adicional trabalhado, esse percentual aumenta em 2%. Dessa forma, para conseguir receber 100% do benefício, é preciso trabalhar por mais 20 anos, além da idade mínima.

Regras de transição

Para reduzir os impactos para aqueles que estão prestes a se aposentar pela regra antiga, a reforma estabelece alguns modelos de transição.

Eles foram elaborados para abranger o maior número possível de casos, de modo que o trabalhador pode escolher o mais vantajoso para si. Ao todo, são seis regras diferentes que podem ser escolhidas, sendo que uma delas é exclusiva para servidores públicos.

Impactos nos investimentos

Se, por um lado, a Reforma da Previdência impôs mudanças que desagradaram a muitos trabalhadores, por outro, as expectativas dos investidores são otimistas. A medida era esperada pelo mercado como uma forma de reforçar a percepção de que o governo tem comprometimento com os ajustes fiscais, que aumentam a confiança do mercado e estimulam investimentos mais arrojados.

Nesse cenário, a tendência é de que as taxas de juros, como a Selic, se mantenham baixas, reduzindo a remuneração dos papéis de renda fixa. Consequentemente, a economia local passa a ser mais atrativa para a atuação de grandes empresas e o desenvolvimento de novos negócios, promovendo a migração de recursos para aplicações de renda variável, como ações e fundos de investimento.

Entendeu agora o que mudou na Reforma da Previdência e o impacto das novas regras nos investimentos? Então, não deixe de curtir nossa página no Facebook para acompanhar nossas próximas postagens na sua timeline!

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