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Selic segue em ritmo de alta. Como fica o mercado imobiliário?

Selic chega a 7,75% ao ano: como a taxa de juros influencia os investimentos?

A taxa básica de juros é um dos principais indicadores macroeconômicos a serem acompanhados de perto pelos investidores. Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic é uma referência para o custo do crédito no Brasil. Por meio dela, bancos e instituições financeiras norteiam os juros cobrados pelo crédito, como empréstimos pessoais e financiamentos, por exemplo.

Definida a cada 45 dias em reunião do Copom, a taxa Selic é utilizada pelo governo como instrumento para controle da inflação ou para estímulo da economia em momentos de crise. Por conta dos efeitos trazidos pela pandemia da Covid-19, em 2020 a equipe econômica do Governo decidiu baixar a Selic à sua mínima histórica de 2% ao ano, patamar que perdurou até março deste ano. Para se ter uma ideia do tamanho da queda, como referência, em 2016 a taxa estava fixada em 14,25% a.a. Voltando um pouco mais no tempo, a taxa já esteve ainda maior: em 2003, chegou a 26,5% ao ano!  Neste link você confere toda a série histórica da taxa, no site do Banco Central.

Mais recentemente, como reação à inflação crescente, o Copom voltou a trazer a Selic para patamares mais altos. Na última reunião da autoridade monetária, em 27 de outubro, a taxa foi definida em 7,75% ao ano. Só em 2021, o índice já avançou 5,75 pontos percentuais. E, segundo o relatório Focus, produzido semanalmente pelo Banco Central, os aumentos podem não parar por aí: especialistas de mercado consultados pelo BC acreditam que, em 2022, a Selic pode alcançar 9,5% ao ano.

Mas quais são os efeitos que os investidores podem esperar?

Exatamente por balizar o custo dos empréstimos, a Selic tem efeito direto em todo o mercado financeiro. Em ativos de renda fixa, como o Tesouro Direto e CDBs, taxas de juros mais altas passam a trazer mais rentabilidade para essas aplicações. Isso porque, no caso do Tesouro Direto, por exemplo, a compra de um título nada mais é do que um “empréstimo” que o investidor faz para o Governo Federal, recebendo juros em troca. Quer saber mais sobre como investir em títulos públicos? Confira o site oficial do programa Tesouro Direto!

E na renda variável?

Por um lado, uma economia de juros altos tira atratividade da bolsa de valores, por diminuir o “custo de oportunidade”. Isto é: a relação entre risco e rentabilidade fica mais interessante na renda fixa do que no mercado de renda variável. Contudo, algumas classes de ativos podem se beneficiar da alta de juros: por exemplo, dependendo do fundo de investimento imobiliário (FII), a subida dos juros pode ser positiva. Isso porque mesmo os FIIs “de tijolo”, aqueles que financiam empreendimentos imobiliários, não investem 100% do seu patrimônio em projetos de construção.

Nesse tipo de FII, uma parte da carteira é sempre reservada para aplicação em “papéis”, incluindo o CRI, que são os Certificados de Recebíveis Imobiliários, ativos de renda fixa atrelados a dívidas de empresas desse setor. Da mesma forma que o investimento em títulos públicos, o investimento em CRI também se beneficia de taxa de juros e inflação mais altas, uma vez que a sua rentabilidade também é indexada a índices como a Selic ou IPCA.

Mas por que os FIIs investem nesse tipo de ativo?

O objetivo é justamente buscar reduzir a volatilidade do valor da cota patrimonial, isto é, menor variação dos preços. Essa estabilidade ajuda a trazer mais confiança para os investidores se manterem alocados nesses fundos, no longo prazo. O Fundo de Investimento TG Ativo Real (TGAR11), fundo de investimento imobiliário da TG Core, por exemplo, tem cerca de 10% do seu patrimônio líquido investido em CRI. Ao todo, são aproximadamente R$ 146 milhões alocados em 26 séries diferentes de certificados, grande parte indexados à variação do IPCA, buscando rentabilidade  acima da inflação.

Quer entender a estratégia do TGAR11 que busca oferecer resultados sólidos em meio aos desafios cada vez maiores do cenário econômico? Leia aqui o nosso relatório trimestral.

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